Data: Terça-feira, 10 de março
Reflexão:
Há uma tendência em nós de endurecer o coração. Não de repente, mas aos poucos. Começa com uma reclamação aqui, uma desconfiança ali, um esquecimento dos feitos de Deus acolá. Quando a vida aperta, quando a demora se prolonga, quando as respostas não vêm, algo dentro de nós vai se fechando. Deixamos de confiar e passamos a exigir. Deixamos de esperar e passamos a murmurar. O coração endurece como defesa, mas acaba se tornando prisão.
O salmista nos adverte a partir da experiência de Meribá e Massá. Lá, o povo viu milagres e ainda assim duvidou. Testemunhou o cuidado de Deus e ainda assim questionou se ele estava entre eles. O endurecimento não veio da falta de provas, mas da falta de confiança. É possível ter visto o mar se abrir e ainda assim não crer que Deus pode dar água no deserto. O coração endurecido não é o que não viu; é o que viu e escolheu esquecer.
Hoje, a voz do Senhor ainda se faz ouvir. Nas Escrituras, na pregação, na comunhão dos santos, na face de Cristo. Ele nos chama de volta à confiança. Não porque sejamos dignos, mas porque ele é Pastor. E um pastor não abandona suas ovelhas, mesmo quando elas teimam em se perder. O coração endurecido pode ser abrandado pelo amor que persiste. Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração. Ele ainda é o vosso Pastor.
Oração:
Senhor, meu coração tantas vezes se endurece diante das dificuldades. Perdoa minha desconfiança e minha tendência a esquecer teus feitos. Abranda minha alma com teu amor de Pastor. Ajuda-me a ouvir tua voz hoje e a confiar que estás comigo em cada vale. Que Teu Espírito Santo fortaleça minha fé, console meu coração e me mantenha firme em tua graça. Amém.
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