Data: Segunda-feira, 9 de março
Reflexão:
O povo de Israel atravessara o Mar Vermelho, vira os milagres no Egito, recebera maná do céu. Mas no deserto, sem água, a memória dos feitos de Deus se apagou. A sede física tornou-se uma crise de fé. Murmuraram contra Moisés, contra Deus, e no fundo contra o cuidado divino. "Por que nos tiraste do Egito?" – perguntavam, como se a escravidão fosse melhor que a liberdade com sede.
Quantas vezes fazemos o mesmo? Quando a provisão falta, quando a saúde falha, quando os planos desmoronam, nossa primeira reação é duvidar. Murmuramos contra as circunstâncias, contra as pessoas, contra Deus. No fundo, a murmuração revela o que realmente habita em nosso coração: a suspeita de que Deus não se importa, de que nos abandonou, de que o Egito era melhor. A sede expõe nossa falta de confiança.
Mas o Deus que ouviu a murmuração é o mesmo que providenciou água da rocha. Ele não abandonou Israel no deserto, e não abandona você. Sua paciência com nossa incredulidade é maior que nossa infidelidade. Em Cristo, Deus se fez rocha ferida para que dele jorrasse água viva. Hoje, em vez de murmurar, podemos levar nossa sede a ele, certos de que não seremos envergonhados.
Oração:
Senhor, perdoa minhas murmurações e minha tendência a duvidar do teu cuidado quando as coisas não saem como espero. Ensina-me a confiar que estás comigo mesmo no deserto. Sacia a sede da minha alma com a água viva de Cristo. Que Teu Espírito Santo fortaleça minha fé, console meu coração e me mantenha firme em tua graça. Amém.
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