21 de maio - Constantino, Imperador, e Helena, sua mãe


Quando olhamos para a vida de Constantino e de sua mãe Helena, não celebramos homens santos por méritos próprios, mas reconhecemos com gratidão como Deus, em sua soberana misericórdia, usa até mesmo autoridades e imperadores para a paz e a expansão do Evangelho. Constantino, que governou de 306 a 337, foi instrumento pelo qual a perseguição sistemática aos cristãos cessou no Império Romano. O Édito de Milão (312) não tornou o cristianismo religião oficial, mas concedeu liberdade pública à fé — e isso já é motivo de louvor a Deus, que acalma a fúria dos poderosos. Mais tarde, o mesmo imperador convocou o Concílio de Niceia (325), onde a Igreja, livres das amarras do medo, pôde confessar com clareza que Jesus Cristo é verdadeiro Deus do verdadeiro Deus, consubstancial ao Pai. Embora Constantino não fosse teólogo, sua espada temporal serviu para que a espada do Espírito — a Palavra — fosse proclamada sem impedimentos. Ao lado dele, sua mãe Helena (c. 255–329) nos dá outro exemplo: o de uma fé que se torna peregrina. Já idosa, viajou à Terra Santa não por curiosidade mundana, mas por devoção às Escrituras, identificando locais onde a história da salvação havia acontecido. Suas iniciativas geraram lugares de culto que, até hoje, lembram os fiéis da encarnação do Verbo. Assim, aprendemos com ambos a honrar os santos: agradecendo a Deus por sua graça operante neles, admirando a fé que os sustentou e imitando sua coragem para defender a sã doutrina e sua humildade para buscar as pegadas de Cristo. Pois nem o poder imperial nem as relíquias de pedra salvam; mas aqueles que, por fé, testemunham o Salvador são para nós espelhos do cuidado divino sobre sua Igreja.

Oração:
Ó Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, graças te damos por Constantino e Helena, que em meio às ambições do mundo e às buscas terrenas reconheceram teu Reino. Dá-nos, por teu Espírito, a mesma coragem para defender a verdade do Evangelho e a mesma simplicidade para seguir os passos de teu Filho, até que contemplemos sua glória na Jerusalém celestial. Amém.

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