“Alegrem‑se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação da sua glória, vocês se alegrem com grande satisfação. Mas se alguém sofre como cristão, não se envergonhe; antes, glorifique a Deus por causa desse nome. Humilhem‑se, portanto, debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido, lançando sobre ele toda a ansiedade de vocês, porque ele tem cuidado de vocês. E o Deus de toda a graça, que em Cristo chamou vocês para a sua glória eterna, depois de terem sofrido um pouco, ele mesmo os restaurará, confirmará, fortalecerá e lhes dará alicerce.”
Reflexão:
Pedro não usa palavras suaves. Ele chama o sofrimento dos cristãos de “fogo de provação”. Ninguém gosta de passar pelo fogo. Mas Pedro diz que esse fogo não é estranho; é algo que faz parte da vida de quem segue Jesus. Ele não explica o sofrimento como castigo, mas como participação nas aflições de Cristo. Isso significa que, quando você sofre por fazer o bem, por confessar a fé, por não se curvar aos ídolos deste mundo, você não está longe de Jesus. Está, de certa forma, unido a ele no caminho da cruz. E essa união é motivo de alegria — não uma alegria pelo sofrimento em si, mas pela certeza de que a glória virá depois.
Então Pedro dá uma orientação prática: humilhem‑se debaixo da poderosa mão de Deus. Essa expressão pode soar assustadora, como se Deus fosse um algoz que quer nos dobrar. Não é isso. A mão poderosa de Deus é a mesma que sustentou Jesus na cruz, que o ressuscitou no terceiro dia, e que agora cuida de você. Humilhar‑se significa reconhecer que você não é o dono do seu destino, que não pode controlar a perseguição, a doença, a injustiça. Significa parar de lutar sozinho e se colocar nas mãos de Deus, como uma criança que se entrega ao colo do pai. E aí vem a promessa maravilhosa: “Ele os exaltará no tempo devido.” Você não precisa se vingar, não precisa provar que é forte, não precisa sair por cima com as próprias forças. Deus mesmo vai exaltar você. Quando? No tempo dele.
Enquanto isso, você pode jogar toda a sua ansiedade sobre ele. Toda. A preocupação com o que vão dizer, com o próximo ataque, com a solidão, com o futuro incerto. Deus tem cuidado de você. Ele não é um espectador distante. E a conclusão de Pedro é linda: o Deus de toda a graça, o mesmo que chamou você para a glória eterna em Cristo, vai pessoalmente restaurar, confirmar, fortalecer e firmar você. Depois de ter sofrido um pouco. Apenas um pouco, comparado com a eternidade. O fogo não dura para sempre. A mão que prova é a mesma mão que acolhe.
Oração:
Deus de toda a graça, muitas vezes o fogo da provação me assusta e eu não consigo me alegrar. Perdoa a minha ansiedade. Ensina‑me a me humilhar debaixo da tua poderosa mão, não com medo, mas com confiança. Cuida de mim como tu cuidas de um filho. Restaura a minha fé, confirma os meus passos, fortalece o meu coração e dá alicerce para a minha esperança. Eu espero o teu tempo. Em nome de Jesus, que sofreu e foi exaltado. Amém.
Este devocional é disponibilizado gratuitamente pela Igreja Luterana Brasileira. O texto bíblico utilizado é de tradução própria. Este conteúdo está licenciado sob Creative Commons. Você pode compartilhar, copiar e redistribuir este material em qualquer meio ou formato, desde que cite a fonte e não o utilize para fins comerciais nem realize alterações no conteúdo.

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