Reflexão:
Vivemos tentando encontrar firmeza em nós mesmos. Buscamos segurança nas decisões certas, no esforço diário e até na aparência de controle. Quando falhamos, o coração se enche de culpa e medo, e a paz parece sempre distante. A vida revela, dia após dia, o quanto somos frágeis e insuficientes para sustentar nossas próprias esperanças.
O evangelista João nos lembra que Deus não respondeu à nossa fragilidade com distância, mas com proximidade. O Verbo se fez carne. Deus entrou na nossa realidade concreta, marcada por quedas, tentações e dúvidas. Ele não veio esperar que o ser humano se tornasse digno, mas veio habitar entre aqueles que nada tinham para oferecer além de sua necessidade.
Em Jesus, a glória de Deus se revela de modo simples e acessível. Não como um peso a ser carregado, mas como graça que alcança e verdade que liberta. Cristo não se afasta quando o orgulho cai nem quando o medo domina. Ele permanece presente, fiel e misericordioso, mesmo quando nossa fé vacila.
Isso muda a forma como enfrentamos o presente. A paz que tanto buscamos não nasce do sucesso espiritual nem da constância do nosso esforço, mas da certeza de que Deus já fez tudo o que era necessário. Em Cristo, somos acolhidos, perdoados e sustentados, não por mérito, mas por amor.
Assim, aprendemos a descansar. A confiar na Palavra que se fez carne e continua entre nós. Mesmo em meio às lutas diárias, somos lembrados de que nossa esperança não está no que conseguimos manter, mas naquele que permanece conosco e nos conduz com graça.
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