Data: Domingo, 8 de março
Reflexão:
A mulher samaritana veio ao poço carregando mais do que um cântaro. Carregava uma vida marcada por escolhas erradas, relacionamentos fracassados e o peso da exclusão. Vinha no meio do dia, no calor, para evitar os olhares das outras mulheres. Sua sede não era apenas física. Era a sede de quem busca preencher o vazio da alma com coisas que nunca satisfazem. Quantas vezes também nós buscamos em pessoas, conquistas ou prazeres a água que mata a sede, mas sempre voltamos a ter sede?
Jesus a encontrou onde ela estava. Não esperou que ela se tornasse digna, que arrumasse a vida, que merecesse seu olhar. Ele simplesmente pediu água e ofereceu algo muito maior: água viva. No diálogo, foi revelando que sabia de tudo sobre ela – seus acertos, seus erros, sua dor. E ainda assim, não a condenou. Pelo contrário, revelou-se como o Messias justamente a ela, uma mulher samaritana com um passado complicado.
A água que Jesus oferece não é uma religião nova, nem um conjunto de regras para melhorar a vida. É ele mesmo. É o seu amor que acolhe sem exigir currículo. É o seu perdão que apaga o passado sem guardar ressentimentos. É a sua presença que se torna dentro de nós uma fonte que jorra para a vida eterna. Não precisamos mais buscar em outros poços. Não precisamos mais viver com sede. Em Cristo, encontramos a satisfação que nossa alma sempre buscou.
Oração:
Senhor Jesus, Tu és a fonte da água viva. Perdoa quando busco saciar minha sede em poços que secam. Acolhe-me como acolheste a mulher samaritana, com todo o meu passado e todas as minhas falhas. Dá-me desta água que jorra para a vida eterna. Que Teu Espírito Santo fortaleça minha fé, console meu coração e me mantenha firme em Ti, a fonte que nunca seca. Amém.
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